domingo, 11 de janeiro de 2015

Análise PS3 - Crysis

http://psgamespower.blogspot.com/2015/01/analise-ps3-crysis.html
Já há muito que queria jogar Crysis, mas só agora se deu a oportunidade. Aproveitando os saldos da PS Store adquiri aquilo que para mim é um excelente jogo, que sofre de falhas por parte de negligência da EA em relação a esta versão lançada para as consolas. Na PS3 o jogo parece-me fantástico, e tive vários momentos em que imagens e lembranças de jogar Far Cry (o que é normal) me vieram à mente, talvez pela condução de veículos, a jogabilidade, ou de ser numa ilha tropical digamos.
Em Crysis jogamos como Nomad no ano de 2020, que faz parte da Raptor Team enviada pelo exército Americano para a ilha de Lingshan, de maneira a salvar e evacuar membros de uma equipa de arqueólogos que afirma ter descoberto algo que vai mudar o mundo. Estes estão a ser feitos reféns pelo General Kyong e as suas forças da Coreia do Norte. A Raptor Team é uma força especial com acesso aos Nanosuits, fatos de nano tecnologia que se unem com o corpo do seu utilizador e amplificam as suas capacidades.
Pelo caminho vamos ter mapas de tamanho considerável que podemos de certa maneira explorar, e teremos alguns objetivos secundários que nos são dados para completar e como é claro os objetivos principais, que vão incluir infiltrarmo-nos nos acampamentos do inimigo para descobrir informação, ou num pequeno aldeamento para salvar reféns, entrar nas minas de escavações, e até mesmo naquilo que é uma instalação alien. A maneira como nos aproximamos dos nossos objetivos, é praticamente sempre à nossa escolha, podemos armarmo-nos em Rambo e erradicar todos os nossos inimigos, e fazer ainda uso do modo Armor da nosso Nanosuit, ou uma maneira mais furtiva, em que combate pode realmente ser completamente evitado fazendo uso da vegetação, casas e o modo Cloak do Nanosuit. Em termos de armas temos uma boa seleção que vai desde uma simples pistola a uma poderosa Machine Gun, ou o Rocket Launcher, e praticamente todas as armas podem ser modificas com “acessórios”, miras, silenciador, etc..., em termos de veículos podemos conduzir Tanques, Jipes todo o terreno de combate e barcos, infelizmente os helicópteros ficam só para a utilização por parte do exercito Coreano, ao menos vamos ter a oportunidade de chamar dois ataques aéreos para erradicar dois objetivos.
Na jogabilidade, está basicamente em termos de controlos iguais aos de Far Cry (num comando), depois temos os “extras” do Nanosuit que é super velocidade, modo armadura, modo camaleão por assim dizer que nos deixa invisível, visão noturna, respiração debaixo de água, binóculos, capacidade de dar super saltos e de usar super força, todos capazes de serem usados por tempo limitado (à exceção da visão noturna, respiração debaixo de água e binóculos). Destes “extras”, alguns não foram aproveitados na minha opinião, a visão noturna do pouco tempo que temos um ambiente noturno, temos claridade suficiente para ver sem esta função e vemos melhor sem ela do que com ela, a super força só serve basicamente para se quisermos matar os nossos inimigos com um contentor, barril, caixa, computador, etc...., estes podia ser extras mais bem explorados ou com um objetivo maior, fica mesmo a ideia de que foram adicionados porque sim.
Em termos de história o jogo está algo interessante e é bem complementada com os objetivos dados, os ambientes estão espetaculares bem como os seus efeitos, seja da água do rio a correr, ou iluminação. O jogo sofre algumas reviravoltas na história, e coisas que não eram esperadas. Continuo a achar que o momento inicial em que saltamos do Vtol em direção à ilha é espetacular. Fico com a sensação de que o Nanosuit poderia ter sido mais bem aproveitado, a dificuldade Delta (Very Hard) devia ter sido mais bem pensada, pois a única diferença que encontrei foi que os inimigos fazem-nos basicamente o dobro do dano, e o port feito para as consolas ficou com um glitch de gameplay e um de troféus, sendo que se passarmos o jogo numa dificuldade abaixo de Delta e depois iniciarmos um novo jogo nessa dificuldade o jogo não assimila completamente que estamos em Delta, e o de gameplay é no capítulo final se demorarmos muito tempo numa secção, o jogo salta uma parte do seu script e iniciamos a primeira de duas lutas de boss, o que nos impossibilita de adquirir uma arma necessária para o último boss, pelo que tenham em atenção. Neste facto a EA negligenciou o jogo e nem patch lançou.

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