terça-feira, 10 de novembro de 2015

Análise Xbox 360 - Gears of War

http://psgamespower.blogspot.com/2015/11/analise-xbox-360-gears-of-war.html
Encontramo-nos numa cela de prisão, situada nas ruinas daquilo que foi em tempos civilização. De repente do nada aparece um soldado que arromba a porta da nossa cela, e nos entrega um saco com o nosso uniforme, quem somos? Marcus Fenix, um ex-soldado COG (Coalition of Ordered Governments) e quem arrombou a nossa porta foi um companheiro de armas, Dom, que nos vem buscar pois é altura de voltar-mos ao combate, à guerra contra os Locust.
Toda esta introdução serve depois também para nos dar logo a ideia que vamos ter pontos na história em que vamos ter de escolher o nosso caminho, pois é nos dada logo a hipótese de seguir um caminho mais leve que serve como tutorial, ou um recheado logo de ação para quem já sabe o que lhe espera, ou seja quem já jogou Gears e sabe os controlos. Pelo jogo vamos ter muitos momentos de ação, aliás vamos até poder conduzir um veículo de combate, embora só parte de um capítulo, mas que vai desafiar as nossas habilidades, pois nele teremos de usar a sua holofote UV para erradicar bandos de Kryll, seres (que se assemelham a pássaros em certas alturas) que aparecem de noite e não suportam a luz solar, qual é o truque? Bem o motor só consegue dar energia à lanterna e ao veículo à vez, ou seja, estamos a manusear o holofote ou estamos a conduzir.
Pelo meio da ação vamos atravessar as ruínas do que foi em tempos a civilização, passar por uma fábrica de minério que nos leva às cavernas onde residem os Locust, até à residência da família de Marcus, e não só. Tudo isto pela esperança de terminar com a ameaça eminente que vem das profundezas da terra. Pelo que chegou então a altura de falar neles, Locust, uma raça que vive no subsolo, vindo para a superfície através de buracos que abrem no solo (e que nós podemos fechar atirando uma granada para dentro do mesmo), e claro estes têm variações, Wretchs que são formas menores que vêm em grupo e são muito frágeis mas matreiros, o suficiente para pôr fim à nossa sorte e que têm a sua forma normal e uma elétrica que explode após o mesmo morrer, os Boomers que são forma avultada (mais de 2.5m de altura sem dúvida) dos Locust e que empunham um lança granadas, quando os ouvem a dizer Boom sabem que precisam de encontrar cobertura, os Seeders que são uma forma de insetos gigantes que só podem ser eliminados fazendo uso da Hammer of Dawn, uma arma que faz mira e dispara um laser de um satélite em órbita da terra, os Berserkers, que são uma forma de Locust com uma pele rija o suficiente para suster balas, que só pode ser penetrada pelo Hammer of Dawn, eles são cegos e detetam-nos com base no som e são com um touro a dar carga, pelo que quando corre na nossa direção é dar-mos um mergulho de evasão para fora do seu caminho, e claro os Drones (referidos como grubs na maioria das alturas), que são os soldados Locust que mais encontramos, empunha caçadeiras, espingardas de assalto, espingardas de sniper, manuseiam granadas, são os inimigos comuns no jogo estes. Existem mais formas de Locust que passam no jogo mas deixo-vos para descobrirem.

Iremos enfrentá-los todos acompanhados sempre de 1 ou 3 companheiros, Dom, Baird e Cole Train (ex-jogador de futebol americano), tendo momentos de picardia de leve entre Baird e Fenix, percebendo-se que Baird é o “cómico” do grupo, que nunca pode faltar, a relação entre ambos corre normalmente e não é um tópico que o jogo aborda a fundo, nem num desenvolvimento de camaradagem diga-mos, mas que se sente que já existia entre Dom e Fenix, e entre Baird e Cole, mas que não vê-mos a fundo esse desenvolvimento entre os dois primeiros e os dois segundos.
No que toca à jogabilidade, está fenomenal, podíamos pensar que seria uma experiência boa para FPS, mas não, encaixa perfeitamente na ação em Terceira Pessoa, com o peso que sentimos no manusear das armas, nos movimentos da personagem, está tudo fenomenal, e vê-se a mecânica de mira realmente a funcionar (inspirada em RE4), depois temos ações de guerrilha digamos, como empunhar a arma enquanto estamos a usar cobertura, sair um pouco da mesma para termos tiros com mais precisão, a corrida que é dada de maneira agachada, realmente sentimos que estamos a jogar com um soldado, tudo isto encaixa com o facto de estarmos (a partir depois de certo ponto na história) a comandar o nosso esquadrão de 4 homens, a equipa Delta, embora tenha só 3 comandos básicos (cobertura, atacar e reunirem-se), complementa bem a experiência, e ajuda com o facto de podermos prevenir que os nossos companheiros sejam feridos ao ponto de ficarem fora de ação à espera que os vamos socorrer, depois podemos manusear um bom leque de armas, lança granadas, espingardas de sniper, espingardas de assalto, granadas de frag que traz duas presas uma a outra por uma corrente, que nos mostra a linha de lançamento para onde vai parar de maneira a calcularmos bem para onde as vamos atirar, entre outras armas, embora a mais icónica seja a Mark 2 Lancer que tem uma mini motosserra no chassi que pode ser usada para cortar os Locust em 2.
Quanto à atmosfera do jogo gostei muito, durante o dia termos a ação normal, e na altura que jogamos de noite, termos de atirar sobre bilhas de gás propano para criar luz por momentos, para evitar sermos desfeitos pelos Kryll, tudo isto vem com um ambiente de horror, embora de leve pois não é esse o tema, mas combina bem na atmosfera e enriquece mais a experiência. Pelo caminho vamos ter situações matreiras (joguei em Hardcore pelo que a dificuldade fazia-se sentir em momentos), sendo o importante manter a cabeça fria, e ter estratégia, e não armarmo-nos em Rambo, pois acabamos por morrer se o fizermos, quanto aos som está tudo fenomenal, até a música no menu nos faz entrar logo no mood do jogo, e os filmes CGI fazem-nos entrar bem na história.
Gears of War é um título que marca a Xbox 360 e percebe-se porquê, é algo que nenhum fã do género de ação/shooter pode deixar passar.

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