Análise PS4 - Metropolis: Lux Obscura

Metropolis: Lux Obscura, é um jogo que decide misturar uma história com temática adulta e sombria com um sistema de match de símbolos, não vou dizer match 3 porque dá para ligar mais que 3, mas algo ao nível dos jogos do género bejeweled por exemplo. Esta mistura resulta bem, o jogo acaba a ser uma experiência visual e pouco mais à a apontar a este nível.


Em termos de história, temos pouco conteúdo digamos assim, o jogo também acaba por ser curto como até é normal nestes jogos, mas mesmo assim incorporaram 4 finais possíveis para a nossa experiência que são alcançados com base nas nossas escolhas, bem como o caminho que decidimos seguir. Temos alguma interatividade em termos de decidir como a história se desenrola, basicamente jogamos com Lockhart recém saído da prisão, tendo sido à partida incriminado na morte do seu melhor amigo, Jack, ele sai e tem intenção de descobrir quem o incriminou, onde paira Goldie, que é a stripper que testemunhou contra ele e com quem ele tinha um caso sério amoroso, e pelo meio arranjar trabalho pois não se vive do ar. No meio disto a sua única solução acaba a ser encontrar trabalho às mãos da família Falcone, pelo nosso caminho podemos decidir ainda fazer uma busca por Goldie a frequentar o bar de strip da cidade e falar com Bliss (, uma conhecida de Lockhart,) sobre o paradeiro dela, visto que a mesma desapareceu após o que aconteceu. Ao desenvolvermos o nosso trabalho para Falcone acabamos a ser os motoristas de Candice, uma acompanhante de luxo, e a ver-nos, se assim quisermos, envolvidos num dilema relativamente a ela e à sua filha até.


Ou seja, o jogo tem 3 caminhos alternativos que podemos seguir, todos eles com desfechos trágicos sendo que num desses caminhos podemos obter 2 finais, que vão depender da nossa benevolência digamos assim e mais não vou adiantar. Lockhart encontra-se como se tivesse um alvo pintado nas costas numa cidade cheia de rufiões e policias corruptos digamos assim, mas do pouco que temos e apesar da experiência curta, a sua apresentação madura na forma de uma história contada em banda desenhada, e que pode ou não ter voice acting, sendo uma opção que podemos desligar, dá-lhe uma qualidade soberba sem dúvida, eu pessoalmente gostei bastante e achei bastante engraçado ver como se desenrolaram os 4 finais.


A jogabilidade é simples, basicamente num mapa da cidade decidimos para onde queremos ir dos locais que vão estando disponíveis, quando avançamos para os mesmos no desenrolar da história, por norma, vamos acabar em confrontos contra 1 ou mais personagens num máximo até 3 de seguida, vamos lutar contra motoqueiros, policias, seguranças, rufiões, cães de guarda e até com um assaltante a impersonificar o Elvis e não só. Estes combates são feitos por um sistema de combinação de símbolos, basicamente temos sempre um número definido de turnos até sofrermos um ataque do nosso rival, podemos combinar símbolos para desferir ataques diferentes, recuperar vida, encher o nosso medidor de raiva que nos vai dar bónus de danos feitos, e com o avançar dos combates desbloquear certas habilidades passivas e ativas, sendo que no final de cada combate podemos desbloquear uma ou um novo nível para uma que tenhamos, como evoluir os danos que fazemos com combate melee, e dessa forma até desbloquear uma nova forma de o fazer que dá um novo aspeto ao símbolo do mesmo, como desbloquear um nível de melee novo e passar a ter uma garrafa partida para usar na mão, ou a habilidade de aumentar a capacidade do medidor de raiva, entre outras habilidades, mas no meio disto temos de ter cuidado, pois nos símbolos que podemos combinar em combate existem uns referentes a policia, que se combinados fazem com que Lockhart sofra danos, visto que a policia nunca aparece para estar do lado dele.

A jogabilidade vai ser desafiante mas sente-se perfeita para o efeito, vamos ver-nos por vezes a repetir combates porque não conseguimos vencer, vamos em alturas ter de escolher ir a outro lado no mapa que poderá ser mais simples o combate, de maneira a desbloquear uma habilidade que nos vai ajudar naquele outro que nos está a partir a cabeça de tantas vezes que já tentámos fazê-lo, vai ser realmente por vezes uma questão de sorte, mas tantas outras de estratégia, têm de pensar nas combinações que vão fazer e em como isso vai afetar a disposição dos símbolos, podem fazer combinações na horizontal e vertical, e mexer a peça que tiverem em mãos em toda a linha vertical ou horizontal que houver face à sua posição atual, têm de pensar em como a vossa jogada atual pode afetar a próxima, não têm aqui combates estupidamente difíceis só porque sim para aumentar a longevidade da experiência, mas não esperem um passeio no parque em que vos dão a experiência toda de mão beijada.


A isto basta só dizer que visualmente o jogo é em si cativante, com uma boa direção de arte em termos dos desenhos nas vinhetas e tiras de BD que se apresentam no nosso ecrã, a formarem pedaços de páginas a dar-nos história. Esta é uma experiência que recomendo sem dúvida, até certo ponto cheguei a pensar várias vezes no ambiente de Sin City (nos filmes) face ao ambiente que o jogo nos apresenta, se gostam de jogos de puzzle de combinação de símbolos, e histórias visuais maduras e com ambiente sombrio, Metropolis: Lux Obscura é o vosso jogo.

+ Visualmente interessante e com uma apresentação em termos de direção de arte fantástica, com temática adulta e sombria.
+ O sistema de combate com base em combinação de símbolos ficou bastante interessante e bem incorporado.

- Acabo a achar que apesar da sua qualidade poderá ser um pouco curto demais, acho que podiam talvez ter elaborado mais certas partes, inclusivamente na linha de plot da Candice, há ali nomeadamente uma parte que dá um salto em termos de avanço que poderiam ter posto algo mais pelo meio.

Nota Final - 8/10

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